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O Encontro nasceu da vontade de realizar um concerto de música improvisada no concelho de Peniche, dado que o PREC (Projecto Ressonante Experimental Criativo), sendo um grupo local, registava na altura uma actividade artística considerável fora desta região, mas nunca tinha actuado “perto de casa”. O auditório da Sociedade Filarmónica União 1o de Dezembro de 1902 de Atouguia da Baleia, sendo o espaço com melhores condições do concelho, foi desde logo a primeira escolha, até pelo bom relacionamento e facilidade de articulação com os seus responsáveis.

A ideia de convidar alguns artistas para esse concerto, depressa se estendeu a um conjunto alargado de músicos, o que acabou por desembocar na opção MIA que se desenvolveu através da realização de diversos concertos com grupos aleatórios, ensembles e a apresentação do próprio PREC. A escolha da sigla para o evento, apenas teve a ver com as iniciais de Música Improvisada em Atouguia - MIA.

Esta aposta inédita e alternativa, numa zona onde as iniciativas culturais eram diminutas, visava essencialmente alcançar o objectivo da descentralização e proporcionar a igualdade de oportunidades no acesso à arte contemporânea, dada a inexistência de difusão de produtos culturais menos “acessíveis”, menos comerciais e não massificados e dada igualmente a convicção dos organizadores de que a arte nunca deve ter fins elitistas. A aposta teve ainda por base o pressuposto de que o fenómeno da improvisação vinha assumindo um relevo cada vez mais notório nas diversas correntes musicais, desde as mais tradicionais até às mais vanguardistas. Todas as actividades integradas no Encontro foram projectadas para ter carácter público e gratuito.